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Principais fatores que podem afetar os resultados.

Cenário macroeconômico do Estado do Espirito Santo

  • Considerando que o BANESTES tem como seu maior acionista e controlador o Estado do Espírito Santo, está sujeito a interferências em sua administração, inclusive na nomeação da maioria dos membros de seu Conselho de Administração, e, consequentemente, no direcionamento das políticas e estratégias adotadas.

    Ademais, o desempenho econômico do Espírito Santo tem influência direta nas atividades da Instituição. Ha décadas, o Estado mantém posicionamento forte no controle e organização fiscal de suas contas e recursos. Dessa forma, mantém forte, a sua capacidade de investimento, favorável ao crescimento da demanda por crédito no Estado. Para o período 2019-2024 estão anunciados investimentos na ordem de R$ 45,4 bilhões onde R$ 7,6 bilhões são investimentos públicos, R$ 8,8 bilhões advém do capital estrangeiro, R$ 2,6 bilhões originados de capital misto e a grande maioria R$ 26,4 bilhões oriundos do capital privado. É importante ressaltar que diante a grande abertura comercial de sua economia, o Estado do Espírito Santo, apresenta maior volatilidade da atividade econômica em relação às mudanças das condições econômicas em nível nacional e até mesmo em nível internacional.

    2021

    Concluso, o ano de 2021 deixou importantes informações, tanto no campo das lamentações, quanto no das celebrações. De maneira geral, cenaristas erraram e acertaram em suas predições e antevisões. Em situações não pandêmicas isso é algo complexo mesmo, imaginem em um ambiente de uma pandemia inaudita. O primeiro semestre, pode-se izer, foi promissor para a economia brasileira e revelou uma retomada da dinâmica econômica do setor de serviços e do agronegócio, em parte fruto do carry-over do final de 2020 e em grande parte fruto do aumento da demanda por commodities com câmbio alto.

    Nesse período muitos acreditavam que a vacinação conteria a COVID-19 e tinham uma boa percepção de sua efetividade. Inclusive a Europa, que foi mais complacente com medidas restritivas tendo em vista a proximidade do verão e suas expectativas de geração de emprego e renda. Percepção essa que desmoronou com a variante ômicron, altamente transmissível. Nos Estados Unidos a expectativa com um novo governo, tendo Biden se apresentado como uma solução para os dilemas sociais e ambientalmente econômicos, fez com que surgisse mais otimismo prospectivo.

    Porém, o segundo semestre revelou, tanto em nível nacional quanto global, que a pandemia recrudesceria e a efetividade da vacinação fosse questionada ao se defrontar com a variante ômicron e suas consequências. O grande desafio passou a ser, inclusive, a proteção das crianças. No mundo da economia, principalmente em decorrência da fragilidade da cadeia insumo-produto, observou-se uma inflação de oferta crescente e com alto grau de dispersão nas principais economias globais e em nosso país. Como consequência, o BCB seguiu elevando a taxa Selic, impactando o crescimento econômico no terceiro e quarto trimestres de 2021. O ambiente político, por sua vez, se radicalizou com vistas à eleição presidencial. O fantasma do populismo passou a rondar os corredores político-partidários ameaçando a solidez fiscal. Não fosse a resiliência da equipe econômica, esta teria sido gravemente abalada. Inflação em alta, Selic em alta e atividade econômica em queda, depois de crescente, marcaram o final de ano. A Selic, por exemplo, saltou de 2,00% em janeiro para 9,25% em dezembro.

    Mas também há muito que comemorar. Superávit do setor público consolidado, com R$ 64,7 bilhões; a relação dívida pública/PIB caiu para 80,3%; investimento estrangeiro direto para o Brasil subiu mais de 100%; a volta do reinvestimento no país que atingiu R$ 24,5 bilhões; mais de 2,7 milhões de novos empregos formais, com maior geração no setor serviços; aumento de 4,8% na movimentação de cargas nos portos brasileiros, com proposições de arrendamento e cabotagem; e a saída de um PIB negativo em 2020 (4,5%) com previsão para aproximadamente 4,0% em 2021. Foi um ano difícil, mas muitos bons resultados não devem ser ignorados. Ao contrário, celebrados.

Expectativas 2022

  • O Índice de Confiança do Empresário industrial, que busca refletir como os empresários industriais avaliam as condições atuais e expectativas para os próximos seis meses, apresentou média de 55,4 pontos para o Brasil em março de 2022 (valores acima de 50 pontos indicam confiança do empresário), indicando uma confiança na recuperação econômica ainda fraca e menos disseminada em os setores econômicos. Para o Espírito Santo o ICEI registrou 56,0 pontos, onde melhoraram as expectativas quanto a economia local e sua recuperação, contudo, as condições atuais ainda exigem cautela e conservadorismo na percepção para realizar negócios.

    Extenuado pelo esforço fiscal, aturdido com o movimento político antecipado das eleições de 2022 (que mobiliza intensamente o mundo político brasileiro), atingido pelo elevado índice de desemprego (apesar dos esforços de simplificação regulatória), e, principalmente, pela aceleração inflacionária imparável, que corrói o já fraco poder de compra do brasileiro de baixa renda, tudo indica que 2022 será mais um ano de baixo crescimento econômico. Para a maioria dos melhores cenaristas do país, em torno de 1,0% a 2,0%. E toda a atenção novamente será dada aos três pilares da nossa política econômica pós 1999. A dominância monetária, com a elevação da taxa de juros para controle da inflação tende a inibir investimentos na economia real e aumentar a dívida pública. Um dos fatores propulsores da inflação, a depreciação do real merecerá atenção e intervenção da política econômica afetando a contribuição das exportações do agronegócio para alavancagem do nosso PIB, como ocorreu em 2021. Também, poderá haver um abrandamento do rigor fiscal em um governo que busca a reeleição e é pressionado pelos movimentos políticos, o que comprometeria a obtenção de superávit fiscal primário, aumentando assim o risco país na percepção dos investidores estrangeiros.

    Merece destaque ainda a forte tendência de piora na economia global, mais cautelosa em seus investimentos, ambientalmente exigente, sanitariamente restritiva e geopoliticamente reorganizada em grupos estratégicos para reconfigurar suas cadeias produtivas e seus canais de distribuição. Em síntese, ceteris paribus, para 2022, a previsão é de baixo crescimento, desemprego ainda elevado, aceleração inflacionária, Selic elevada, deterioração das contas públicas, gradual apreciação do real e agravamento da desigualdade social.

    Sob esse contexto, o BANESTES entende que estamos vivenciando um grande desafio no que tange a sustentabilidade empresarial e a impactos sob todas as formas nos negócios da Instituição. Diversas medidas foram e estão sendo adotadas, na busca da continuidade da operação aos clientes, a oferta de soluções financeiras, serviços e crédito em condições diferenciadas e sustentáveis, a restruturação de crédito via alongamento de prazos, repactuações e carências, medidas de adequação a política e processos de concessão de crédito, a massificação das nossas iniciativas de projetos na digitalização dos processos e na distribuição via canais digitais, meios de pagamento, entre outros. Mantendo o cliente no centro da nossa estratégia, estamos nos reinventando de forma rápida e extraordinária para proporcionar a melhor experiência ao cliente e usuário. Chegamos ao final de 2021 mais fortes enquanto instituição e mais certo do nosso papel perante a sociedade capixaba. Ao longo dos anos, o BANESTES vem cumprindo sua função econômica e social e continuará sempre apoiando os clientes e a sociedade como um todo. Afinal, o BANESTES é o banco dos capixabas. Por isso, "Crescemos Juntos” e com “Saúde para Todos".

Efeitos da flutuação das taxas de juros sobre a situação financeira e os resultados das operações do BANESTES

  • Considerando que uma parcela significativa dos ativos do BANESTES rende juros, e que outra parcela significativa no passivo pagam juros, a variação (positiva e negativa) da taxa de juros do país pode afetar economicamente os resultados com juros da Instituição.

    De forma geral, elevações nas taxas de juros permitem ao BANESTES aumentar suas receitas com operações de crédito em função de spreads maiores. Entretanto, elevações nas taxas de juros podem afetar o volume da carteira de crédito, consequência da redução da demanda por crédito e/ou elevar o risco de inadimplência dos clientes. Por outro lado, quedas das taxas de juros são capazes de reduzir as receitas provenientes de operações de crédito devido a spreads menores. Contudo, esta queda de receita pode eventualmente ser compensada por um crescimento do volume da carteira de crédito, em decorrência de uma maior demanda por crédito no mercado.

    Adicionalmente, o aumento ou a redução da taxa de juros do país pode afetar a carteira de títulos e valores mobiliários, ocasionando impacto direto (positivo ou negativo) no resultado da Instituição, especialmente, no resultado das operações e posições da tesouraria. Tais oscilações são consideradas como risco de mercado, comum na atividade financeira e podem ser minimizadas pela utilização de instrumentos de hedge.

Efeitos da inflação sobre a situação financeira do BANESTES e seus resultados operacionais

  • A elevação da taxa de inflação brasileira pode afetar adversamente o lucro líquido do BANESTES, especialmente, pelo aumento dos custos e pela redução das margens operacionais, caso não seja acompanhada por um aumento da taxa de juros do país. Além disto, a inflação poderá contribuir para um aumento da volatilidade do mercado bancário em decorrência de incertezas econômicas, quedas nos gastos públicos e privados, menor crescimento da renda real e redução da confiança dos agentes econômicos. Tais fatores são capazes de impactar negativamente os resultados das operações bancárias, face, a diminuição da demanda por crédito e o possível aumento da inadimplência.

Efeitos das regulamentações governamentais sobre a situação financeira do BANESTES e os resultados das operações:

  • 1) Exigências relativas aos depósitos compulsórios

    O Banco Central (BACEN) impõe às instituições financeiras várias exigências relativas a recolhimentos obrigatórios via depósitos compulsórios, como forma de controle da liquidez do sistema financeiro brasileiro. Ao alterar as exigências relativas aos recolhimentos obrigatórios via depósitos compulsórios e destinações obrigatórias, o Bacen pode influenciar o volume de ativos/passivos que rendem ou pagam juros, consequentemente, influenciando as receitas e despesas com juros da Instituição.

    Os percentuais requeridos dos depósitos compulsórios são aplicados sobre o volume dos depósitos do BANESTES e os recursos provenientes são depositados no Bacen. Os depósitos compulsórios, incluindo as exigências adicionais, rendem juros, com exceção do depósito compulsório sobre os depósitos à vista.

    2) Adequação de capital

    O BANESTES, buscando adotar melhores práticas de mercado e atender a Resolução nº 4.557/2017, do Conselho Monetário Nacional - CMN, implementou a sua estrutura de gerenciamento de capital, cujo processo está compatível com a natureza das suas operações, a complexidade dos produtos e serviços oferecidos e a dimensão de sua exposição a riscos. Também possui uma política de gerenciamento de capital, no qual estabelece as estratégias e diretrizes para a manutenção de capital compatível com os riscos incorridos pela Instituição, considerando seus objetivos estratégicos, bem como os níveis de apetite a risco fixados na Declaração de Apetite por Riscos - RAS, por meio de um processo contínuo de monitoramento e controle do capital. Esse capital de uma Instituição Financeira é o Patrimônio de Referência – PR que é o patrimônio base utilizado na verificação do cumprimento dos limites operacionais de natureza regulamentar.

    O conceito de Patrimônio de Referência foi instituído pelo Acordo de Basileia, implementado no Brasil pela Resolução CMN nº 2.099/1994. Em outubro de 2013, buscando fortalecer a capacidade dos bancos de absorverem perdas, reduzindo a probabilidade de crises sistêmicas, aprimorar as práticas de gestão e governança de riscos e aumentar as oportunidades de negócio e expansão internacional, foi implantada no Brasil a nova estrutura de capital, seguindo orientações de Basileia III, a qual está definida nos termos das Resoluções CMN nº 4.192/2013 e 4.278/2013, instituindo a composição do PR como o somatório do Nível I e Nível II, onde:

    I. Nível I: Instrumentos de Capital aptos a absorver perdas durante o funcionamento da Instituição. É composto pelo Capital Principal, o qual consiste na soma do capital social, reservas e lucros retidos, menos deduções e ajustes prudenciais, bem como pelo Capital Complementar, apurado pelo somatório de instrumentos híbridos de capital e dívida subordinada.
    II. Nível II: Instrumentos de Dívida aptos a absorver perdas quando da liquidação da Instituição financeira. É composto por instrumentos elegíveis não presentes no Nível I.

    Por intermédio do gerenciamento do capital, o BANESTES visa manter o Patrimônio de Referência - PR compatível com o grau de risco de seus ativos, estando sempre alinhado ao índice mínimo conforme regulamentado pelo Banco Central do Brasil.

    3) Alteração na legislação tributária

    Os resultados do BANESTES são influenciados por alterações na legislação tributária e nos regimes de tributação que afetam suas operações e seus clientes. Estas alterações incluem mudanças nas alíquotas de tributação e a imposição de novos tributos ou tributos temporários, cujos, os recursos são destacados para o atendimento de fins específicos.

Efeitos da depreciação ou apreciação do real sobre a situação financeira do BANESTES e seus resultados operacionais

  • A depreciação ou apreciação do real(R$) pode afetar o resultado do BANESTES, já que uma parcela de seus ativos e passivos é denominada ou indexada em moeda estrangeira. Para o BANESTES as flutuações no valor do real(R$) podem, dentre outros fatores:

    I. aumentar ou diminuir o seu custo em moeda estrangeira ou advindo de captações externas vinculadas;
    II. aumentar ou diminuir a demanda dos seus clientes por créditos em moeda estrangeira ou empréstimos vinculados;
    III. aumentar ou diminuir a porcentagem de créditos de difícil recuperação; e
    IV. afetar significativamente o valor de seus ativos e passivos vinculados à moeda estrangeira.

Capacidade de originar operações de crédito

  • As receitas do BANESTES com operações de crédito estão diretamente relacionadas e variam de acordo com a sua capacidade de originar novas concessões e negócios nos segmentos de crédito e de serviços em que atua. Tais receitas podem ainda ser afetadas pela variação (negativa ou positiva) da taxa de juros, oscilação do spread bancário, variação da taxa de câmbio e eventuais modificações no ambiente regulatório das operações de crédito. As receitas da intermediação financeira do BANESTES também são afetadas por seu resultado com operações de títulos e valores mobiliários. Diante seu quadro de liquidez e adequação de capital, o BANESTES entende ser capaz de manter para os próximos anos a expansão de seus negócios de forma sustentável e equilibrada.

Inadimplência das operações de crédito

  • Determinados fatores fora do controle do BANESTES podem impactar no nível de inadimplência, ao qual, está sujeito o Sistema Financeiro Nacional, tais como recessões econômicas , crises sanitárias, impactos ambientais e sociais que afete o país, gerando queda da renda real da população, aumentos na taxa de desemprego entre outros. Um eventual aumento no nível de inadimplência da carteira de crédito do BANESTES pode resultar no aumento das perdas obtidas/esperadas com operações de crédito e afetar adversamente os resultados das operações e a situação financeira da Instituição.

    O BANESTES segue as práticas requeridas pelo Banco Central quanto à baixa de créditos vencidos, que considera adequada às suas operações e que determinam que os créditos sejam baixados para prejuízo (conta de compensação). Assim, a provisão para perdas com créditos sobre as operações inadimplentes permanece contabilizada por um período de 360 dias, até que o crédito seja baixado para prejuízo.

Regulamentação e riscos de mudança nas regras relacionadas ao crédito consignado, especialmente para aposentados, pensionistas do INSS e servidores públicos

  • O Governo Federal e o Ministério de Previdência e Assistência Social regulam as atividades de crédito a aposentados e pensionistas do INSS. Por exemplo, o BANESTES não pode cobrar Taxa de Abertura de Crédito (TAC) daqueles que recebem benefícios do INSS. Além disto, outros órgãos e entidades do setor público estão autorizados a estabelecer política relacionada a deduções de empréstimos direto na folha de pagamento de seus servidores e impor limitações e/ou alterações nos termos e condições.

Aumentos ou reduções das tarifas bancárias

  • Outro fator que impacta o resultado do BANESTES é a variação das tarifas que remuneram os serviços prestados. Além das tarifas, o BANESTES, assim como outras instituições financeiras, busca ampliar a abrangência dos serviços e soluções ofertados aos clientes e usuários, os quais, são também remunerados.

    A capacidade do BANESTES em ampliar ou manter suas receitas com tarifas que remuneram as soluções e serviços prestados está limitada ao acirramento da concorrência do setor bancário, limitações impostas pelo Banco Central e por sua capacidade de prestar seus atuais serviços e de criar serviços adicionais.

Banestes S.A.

Banco do Estado do Espírito Santo